Quinta-feira da 2ª semana da Quaresma

A estação reunia-se numa basílica edificada depois da paz de Constantino por Julio I e que é das primeiras Igrejas consagradas a Virgem em Roma. A Parábola das virgens evoca o Juízo final e a separação eterna dos bons e dos maus, a que alude também a Epístola de Jeremias. Com efeito o profeta fala-nos de dois homens de diversas formas de proceder, confiando um deles em Deus e o outro em si mesmo. Dá-se o primeiro frutos abundantes e morre o segundo como sarça estéril no deserto. A parábola do Evangelhos nos apresenta igualmente dois homens, um dos quais se relaga ao invés de fazer penitência e o outro sofre desprezado sem que se compadeçam dele. Morreu o primeiro e foi para o caminho mais curto para o inferno; morreu o segundo e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Ifelizes aqueles que na hipertrofia de si mesmos desprezam os outros, porque Deus os abandonará. Pois, foi os judeus que desprezaram os gentios e que Deus rejeitou do reino. Peçamos ao Senhor que nos dê o espírito de humildade e graça para perseverá no Jejum e na oração afim de nos libertarmos dos inimigos da alma.

Epístola

Leitura do profeta Jeremias (17, 5-10) : Eis o que diz o Senhor Deus: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor! Assemelha-se ao cardo da charneca e nem percebe a chegada do bom tempo, habitando o solo calcinado do deserto, terra salobra em que ninguém reside. Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos. Nada mais ardiloso e irremediavelmente mau que o coração. Quem o poderá compreender? Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações.

Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 16, 19-31) : Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas.  Abraão, porém, replicou: - Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. O rico disse: - Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos. Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos! O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão. Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

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