Liturgia: Missa - Segunda parte, Introdução

A introdução constituía nos primórdios do cristianismo, a parte mais importante da missa dos catecúmenos. Constava, efetivamente, de várias leituras separadas pelo canto de salmos.

Foram estes usos que deram origem à segunda parte da missa. Compreende: 1º a Epístola; 2º o Gradual com Aleluia ou Trato; 3º Evangelho; 4º Sermão; e 5º Credo.

Epístola: Tira-se do Antigo como do Novo Testamento. Quem canta a Epístola é o subdiácono e no fim o acólito tem que responder "Deo gratias". Demos graças a Deus. Ou seja devemos agradecer a Deus pelo ensinamento que nos foi dado.

Gradual; Aleluia; Trato; Prosa; e Seqüência: O gradual é o salmo que se cantava primitivamente antes da leitura da epístola e do evangelho, e foi substituído por dois versículos que geralmente é extraído dos salmos. Gradual quer dizer degrau, já que este salmo era cantado pelo diácono nos degraus do púlpito.

Aleluia: De ordinário acompanhavam o gradual dois aleluias, um versículo da sagrada escritura e o terceiro aleluia. No tempo da Páscoa, não se diz gradual. São quatro aleluias em vez de três, e dois versículos. O Aleluia é mais para demonstrar júbilo e triunfo. Aleluia vem do Hebraico e quer dizer louvem e adorem a Deus. A prosa e a seqüência têm sua origem antes do século IX. No século IX virão a necessidade de introduzir melodia a prosa. A Prosa tem esse nome, porque não sujeitavam às exigências da metrificação latina, ou seqüências porque, de fato é uma continuação ou um prolongamento do aleluia. Eram muitas as seqüências existentes na Idade média. São Pio V suprimiu todas menos quatro: Victime Paschali. Veni Sancte Spiritus, Lauda Sion e o Dies irae. No século XVIII, acrescentaram a Stabat Mater Dolorosa, para a Festa de Nossa Senhora das Dores.

Evangelho: Nas missas solenes, o diácono canta. As velas e o incenso significam a revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo. Todos os outros gestos e reverências são símbolos do profundo respeito que deve o cristão ter para com Nosso Senhor e sua verdade.

Sermão: Ensinamento e explicação que o celebrante faz em relação a Sagrada Escritura e da festa do dia aos fiéis presentes.

Credo: Introduzido no século VI na missa, sua origem tem no século II como um código de fidelidade para com Deus e sua Igreja. Devido ao grande número de heresias a Igreja criou o Credo para proteger os fiéis menos instruídos contra os erros. A primeira vez em que foi cantado, foi no ano 510 pelo bispo de Constantinopla em protesto contra os hereges. Ao recitarmos o credo na Missa estamos realizando uma Afirmação firme a fé católica contra as heresias.

P: Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem coeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Jesum Christum, Filium Dei unigenitum. Et ex Patre natum ante omnia saecula. Deum de Deo, lumen de lumine, Deum verum de Deo vero. Genitum, non factum, consubstantialem Patri: per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines, et propter nostram salutem descendit de coelis. Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine: ET HOMO FACTUS EST (Ajoelhando-se). Crucifixus etiam pro nobis: sub Pontio Pilato passus, et sepultus est. Et resurrexit tertia die, secundum Scripturas. Et ascendit in coelum: sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria, judicare vivos et mortuos: cujus regni non erit finis. Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem: qui ex Patre Filioque procedit. Qui cum Patre et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per prophetas. Et unam, sanctam, Catholicam et Apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et exspecto resurrectionem mortuorum. Et vitam venturi saeculi. Amen.

Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

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