Liturgia Católica II A reforma Litúrgica (Parte VIII)


Não parece muito otimista para exemplificar citar a “Carta pastoral dos bispos austríacos” de 8 de fevereiro de 1965 publicada por ocasião da introdução da nova liturgia: “... Para muitos de nossos irmãos no sacerdócio, não será uma tarefa fácil; mas logo experimentarão que nada nos foi suprimido, pelo contrário, algo novo nos foi concedido. Por amor deste objetivo eminente, a saber: a renovação de nossas comunidades paroquiais, todos os pastores se esforçarão desde o princípio em celebrar a missa o mais perfeitamente possível”.

Como, ademais, foram suprimidas hoje quase todas as formas de piedade paralitúrgicas e outros costumes eclesiais, dificilmente se podem avaliar os danos causados à pastoral. Só resta ver quais serão as conseqüências deste desmantelamento, dentro de vinte ou trinta anos, para a jovem geração atual, que não poderá se alimentar como a antiga, da “substância”. Alguns aspectos positivos da reforma litúrgica -- aos quais pertence sem dúvida alguma uma maior participação dos fiéis na liturgia --, não podem de forma alguma compensar este prejuízo.

Fonte: A Reforma Litúrgica Romana - Monsenhor Klaus Gamber - Fundador do Instituto - Tradução por Luís Augusto Rodrigues Domingues (Teresina, PI - 2009) - Litúrgico de Ratisbona - Revisão por Edilberto Alves da Silva

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