03h - Jesus é negado por Pedro






A PRIMEIRA NEGAÇÃO DE PEDRO

Darás tua vida por MIM...? (Jo 13, 18).

“Não és acaso também tu dos discípulos deste homem?” Não o sou... Respondeu ele. (Jo 18, 17)

Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. (Mc 14, 66-68)


SÃO PEDRO NEGA PELA SEGUNDA VEZ DE CONHECER A JESUS

Afastastes de mim amigo e companheiro; só as trevas me fazem companhia...  (Sal 87, 19)

Também tu és um deles. Pedro respondeu: Não, eu não o sou. (Lc  22, 58)
Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. (Mt 26, 71-72)


SÃO PEDRO NEGA PELA TERCEIRA VEZ DE CONHECER JESUS

Se o ultraje viesse de um inimigo, eu o teria suportado;... Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios... (Sal 54, 13-15)

Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. (Mt 26, 73-74)


O ARREPENDIMENTO DE SÃO PEDRO

Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado. Só contra vós pequei... (Sal 50, 5-6)

Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. (Mt 26, 75)

E no mesmo instante, quando ainda falava, cantou o galo. Voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: Hoje, antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. Saiu dali e chorou amargamente. (Lc 22, 60-62)

Pai Nosso..., Ave Maria..., Glória ao Pai...
Pela sua dolorosa Paixão; tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.
Meu Jesus, perdão e Misericórdia, pelos méritos de Vossas santas Chagas.


            Segundo as Visões de Anna Catharina Emmerich:

A negação de Pedro


            Quando Jesus disse, em tom solene: “Eu o sou”, quando Caifás rasgou o próprio manto, quando o grito: “É réu de morte!” interrompeu os insultos e ultraje da gentalha, quando se abriu sobre Jesus o céu da justiça e o inferno desencadeou sua fúria e dos sepulcros saíram os espíritos presos, quando tudo estava cheio de medo e horror; então Pedro e João, que tinham sofrido muito por serem obrigados a ver, em silêncio e inação, o cruel tratamento de Jesus, sem poder manifestar compaixão, não agüentaram mais ficar ali.

João saiu, juntamente com muita gente e testemunhas e dirigiu-se apressadamente a Maria, Mãe de Jesus, que se achava com as mulheres piedosas em casa de Marta, perto da Porta do Ângulo, onde Lázaro possuía um grande edifício. Pedro, porém, não podia afastar-se, amava demasiadamente a Jesus. Não podia conter-se; chorava amargamente, esforçando-se por esconder as lágrimas. Não quis ficar, pois sua consternação te-lo-ia traído, nem podia ir a outra parte, sem causar estranheza aos outros. Dirigiu-se por isso ao atiro, ao canto da fogueira, onde se, apinhavam soldados e muitos homens do populacho, que iam e voltavam, para ver escarnecer de Jesus e faziam observações baixas e maliciosas.

Pedro conservava-se calado, mas esse silêncio e o ar de tristeza do rosto deviam torná-lo suspeito aos inimigos do Mestre. Aproximou-se então também do fogo a porteira e, como todos falassem de Jesus e o insultassem, também entrou na conversa, à maneira das mulheres impertinentes e, olhando para Pedro, disse: “Tu também és um discípulos do Galileu!” Pedro tornou-se embaraçado e inquieto e, receando que aquela gente grosseira o maltratasse, disse: “Oh, mulher! Eu não O conheço; não sei e nem compreendo o que queres dizer”. Levantou-se e com a intenção de livrar-se deles, saiu do átrio; foi à hora em que o galo, fora da cidade, cantou pela primeira vez; não me lembro de tê-lo ouvido, mas senti que então cantou.

Saindo Pedro do átrio, viu-o outra criada e disse a alguns que estavam ali: “Este também tem estado com Jesus” e eles disseram: “Não eras também um dos discípulos do Galileu?” Pedro, assustado e confuso, exclamou, protestando: “Em verdade, não o era, nem conheço esse homem”.

Depois se afastou depressa do primeiro pátio para o exterior, afim de prevenir do perigo alguns conhecidos, que vira olharem por cima do muro. Chorou e estava tão cheio de angústia e tristeza, por causa de Jesus, que quase não se lembrava da sua negação. No pátio exterior estava muita gente e também amigos de, Jesus, que não foram admitidos ao pátio interior; mas a Pedro foi permitido sair. Aquela gente trepara no muro, para espiar o que esse passava e Pedro encontrou entre eles muitos dos discípulos de Jesus, os quais a busca de notícias tinham corrido das cavernas dos vale Hinom para lá. Esses se acercaram logo de Pedro, interrogando-o entre lágrimas, a respeito de Jesus; mas ele estava tão abatido e tinha tanto medo de trair-se, que lhes aconselhou retirar-se, por haver ali perigo para eles.

Depois se separou deles, indo tristemente pelos pátios enquanto os outros saíram com pressa da cidade. Estiveram ali cerca de 16 dos primeiros discípulos, entre eles Bartolomeu, Natanael, Saturnino, Judas Barsabas, Simeão, mais tarde bispo de Jerusalém, Zaqueu e Manaem, o profético jovem, cego de nascença e curado por Jesus.

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