segunda-feira, 2 de maio de 2016

2ª, 3ª e 4ª FEIRA DA ROGAÇÕES - LADAINHAS MENORES








Em conseqüência das calamidades públicas que no século V caíram sobre a diocese de Viena, no Delfinado, São Marmeto organizou uma procissão solene de penitência nos três dias que precedem imediatamente a Ascensão. Mais tarde, em 511, o concílio de Orleans estendeu este costume a toda França e Leão III em 816 adotou-o em Roma, donde passou a toda Igreja.

A ladainha dos santos, os salmos e as orações são tudo uma oração de súplica, recebendo por este motivo o nome de rogações. Tem por fim afastar os flagelos da justiça divina e atrair as bênçãos e a misericórdia de Deus.

As ladainhas são um modelo admirável de oração; pequenas jaculatórias dialogadas, brevíssima, e a ressumar sentido e piedade.

Todas a missa de hoje mostra a eficácia da oração do justo, quando é humilde e perseverante. Elias fechou e abriu os céus, orando, e o Senhor diz-nos que Deus escuta e despacha a oração dos que pedem em seu nome e com perseverança. Quando nos sentimos atribulados, confiemos em Deus que Ele nos há de ouvir como ouviu o filho.





Epístola

Leitura da Epístola de São Tiago Apóstolo (5, 16-20) Caríssimos: Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia. Elias era um homem pobre como nós e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. Orou de novo, e o céu deu chuva, e a terra deu o seu fruto. Meus irmãos, se alguém fizer voltar ao bom caminho algum de vós que se afastou para longe da verdade, saiba: aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro, salvará sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados.



Evangelho do dia:



Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas (11, 5-13): Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,
pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer; e se ele responder lá de dentro: Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães;
eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar.
E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.
Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente?
Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião?
Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

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