sexta-feira, 18 de março de 2016

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO



A estação de hoje congregava-se na Igreja de Santo Estevão no Monte Célio.



O Evangelho de hoje nos fala da sessão solene do Sinédrio convocada com o fim preconcebido de condenar irrevogavelmente o Salvador. Os Judeus de fato andavam com medo. A ressurreição de Lázaro tinha levantado tamanha celeuma e entusiasmo durante as festas, que pensavam eles, se não tivessem uma posição contrária diante disso, os romanos iam destruir a cidade e a nação. Por isso declarava Caifás, "É melhor que um só homem se pereça do que toda uma nação. Por isso declararam o Senhor a morte. Jermias na Epístola e o Salmista no intróito, no Gradual e na Comunhão descrevem a tristeza que o Senhor experimenta ao ver-se rodeado de homens de má fé, que meditam na sua perda, tomemos parte do sofimento do Salvador nas vésperas de sua Paixão, e que o temor da penas nos leve a aceitar com alegria as dificuldades desta vida com austeridade proporcionada pela Quaresma.



Epístola



Leitura do profeta Jeremias (17, 13-18)  Senhor, que sois a esperança de Israel, confundidos serão todos os que vos abandonam, e de vergonha serão cobertos os que de vós se afastam, por haverem deixado o Senhor, fonte das águas vivas. Curai-me, Senhor, e ficarei curado; salvai-me, e serei salvo, porque sois a minha glória. Ei-los que clamam: Que é feito dos oráculos do Senhor? Que eles se cumpram! Eu, porém, nunca vos incitei a enviar a desgraça, nem desejei o dia da catástrofe. Bem conheceis as palavras que me saíram da boca: elas estão em vossa presença. Não me sejais objeto de espanto, vós que, no dia da desgraça, sois meu refúgio. Sejam envergonhados meus perseguidores, e não eu! Sejam consternados, não eu! Fazei recair sobre eles o dia da aflição, esmagai-os com dupla desgraça.




+Sequência do Santo Evangelho segundo São João: Naquele tempo, Os pontífices e os fariseus convocaram o conselho e disseram: Que faremos? Esse homem multiplica os milagres. Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a nossa cidade e toda a nação. Um deles, chamado Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano, disse-lhes: Vós não entendeis nada! Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação. E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos. E desde aquele momento resolveram tirar-lhe a vida. Em conseqüência disso, Jesus já não andava em público entre os judeus. Retirou-se para uma região vizinha do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ali se detinha com seus discípulos.



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

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