sábado, 12 de março de 2016

Sábado da 4ª semana da Quaresma

A estação de hoje reunia-se numa Igreja edificada sobre as ruínas de três templos pagãos, chamados do cárcere, porque era aí outrora uma masmorra. Isto só a partir do século VIII. Porque até aí reunia-se em São Lourenço em Lucina, donde as numerosas alusões à luz, porque as chamas que devoravam o Mártir foram sempre consideradas um símbolo da verdade que dissipu em Roma as trevas do paganismo.
Isaías, a quem devemos o Intróito e a Epístola, vê acorrer de todos os lados aqueles que procuram com a santa impaciência paragar sua sede que os devora nas fontes da graça e beneficiar os frutos da Redenção. Andavam nas trevas e procuravam a luz, até que a luz veio ao encontro deles e iluminou-os.
Jesus é a luz, diz o evangelho, e aquele que o segue não anda nas trevas. Deitemos fora da nossa alma o pecado e peçamos ao Senhor que nos ilumine.


Epístola
Leitura do profeta Isaías (49, 8-15) Eis o que diz o Senhor: no tempo da graça eu te atenderei, no dia da salvação eu te socorrerei, (Eu te formei e designei para fazer a aliança com os povos), para restaurar o país e distribuir as heranças devastadas, para dizer aos prisioneiros: Saí! E àqueles que mergulham nas trevas: Vinde à luz! Ao longo de todo o trajeto terão o que comer. Sobre todas as dunas encontrarão seu alimento. Não sentirão fome nem sede; o vento quente e o sol não os castigarão, porque aquele que tem piedade deles os guiará e os conduzirá às fontes. Tornar-lhes-ei acessíveis todas as montanhas, e caminhos atingirão as alturas. Ei-los que vêm de longe, ei-los do norte e do poente, e outros da terra dos sienitas. Cantai, ó céus; terra, exulta de alegria; montanhas, prorrompei em aclamações! Porque o Senhor consolou seu povo, comoveu-se e teve piedade dos seus na aflição. Sião dizia: O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me. Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca.

Evangelho do dia:
Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (8, 12-20) : Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. A isso, os fariseus lhe disseram: Tu dás testemunho de ti mesmo; teu testemunho não é digno de fé. Respondeu-lhes Jesus: Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é digno de fé, porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho nem para onde vou. Vós julgais segundo a aparência; eu não julgo ninguém. E, se julgo, o meu julgamento é conforme a verdade, porque não estou sozinho, mas comigo está o Pai que me enviou. Ora, na vossa lei está escrito: O testemunho de duas pessoas é digno de fé (Dt 19,15). Eu dou testemunho de mim mesmo; e meu Pai, que me enviou, o dá também. Perguntaram-lhe: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não conheceis nem a mim nem a meu Pai; se me conhecêsseis, certamente conheceríeis também a meu Pai. Estas palavras proferiu Jesus ensinando no templo, junto aos cofres de esmola. Mas ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nenhum comentário: