Catecismo Romano: Ablução no Batismo

Ablução como matéria próxima – Na colação deste sacramento devem se observadas certas prescrições, para que a ablução seja válida. E’ portanto, necessário que os pastores expliquem esta parte doutrinária.

Dirão com brevidade, que a prática comum da Igreja admite, para se ministrar o Batismo, um dos três modos seguintes: ou mergulhando na água os candidatos do batismo, ou derramando água sobre eles, ou borrifando-os com água. Sendo observadas qualquer uma destas maneiras, não há como se duvidar do valor do Batismo, porque neste Batismo se faz uso da água, para indicar o seu efeito, que é a purificação da água. Por isso, o Apóstolo dá ao Batismo o nome de Banho (Efésos 5, 26)

A Ablução pode fazer-se por imersão, conforme a praxe que a Igreja seguiu longamente, desde os primeiros tempos; ou pro afusão, que hoje vemos em uso freqüente; ou por aspersão, como se crê São Paulo tenha feito, quando num só dia converteu à verdade da fé e batizou três mil pessoas.

Pouco importa que se faça uma só ablução, ou que se façam três. Antigamente, o Batismo era de fato ministrado de uma e outra maneira, e ainda hoje poderá ser, conforme se deduz claramente de uma carta, que São Gregório Magno escreveu a Leandro. Os fiéis porém, devem ater-se ao rito observado em sua própria Igreja.

Mas, o que vem muito ao caso é advertir que são se faz ablução em qualquer parte do corpo, mas de preferência na cabeça, que é o centro onde convergem todos os sentidos interiores e exteriores; - e que o ministro do batismo deve proferir as palavras de forma sacramental, no mesmo instante em que se derrama a água, não antes e nem depois da ablução.

Dadas estas explicações, será ainda oportuno ensinar e lembrar aos fiéis, que o Batismo foi instituído por Cristo Nosso Senhor, assim como foram os demais sacramentos.

Fonte: Catecismo Romano - Ed. Vozes - 1962

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