Santo Ofício: A Primazia de Pedro

16,18: "'E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.'"

Às palavras de gratidão pela confissão de seu discípulo, Jesus acrescentará, com expressões solenes, o cumprimento da promessa feita durante a primeira vez que se encontraram. Na língua aramaica em que Cristo pronunciou estas palavras, não há qualquer diferença entre o nome próprio "Pedro" e o [nome] comum "pedra". Ambos se expressam com a mesma palavra, "kephas", e têm o mesmo significado, "rocha". É como se dissesse: "Tu és Rocha e sobre esta rocha edificarei a minha Igreja". Esta metáfora de rocha e fundamento deve ter sido sugerida pelo local onde era possível contemplar aquele templo de mármore pagão, construído sobre rocha duríssima.

A palavra "Igreja" não é encontrada nos demais evangelhos; somente é empregada por São Mateus aqui e, pouco adiante, em 18,17. Na versão grega do Antigo Testamento, chamada de Septuaginta, significa a congregação dos judeus, enquanto formavam o povo de Deus. Cristo quis significar com este nome a congregação daqueles que formam o verdadeiro povo de Deus, isto é, que formam o reino messiânico, abraçando por fé a sua doutrina.

As expressões metafóricas de Cristo tinham um significado fácil de se compreender. Ele é o arquiteto. O edifício que edifica é a Igreja. A base ou fundamento firme e estável, que dará consistência e duração ao edifício é Pedro (cf. 7,24). E, como se trata de um edifício não físico e material, mas sim moral, isto é, de uma sociedade formada por todos os fiéis, sendo portanto necessária uma autoridade suprema, a que todos obedeçam, para dar estabilidade e firmeza a esta sociedade, é simplesmente prometida a São Pedro a autoridade suprema sobre a Igreja, ou, o que dá no mesmo, o primado de jurisdição. As metáforas [das "portas", das "chaves do reino" etc.] que seguem, põem em maior relevo este pensamento.

As "portas" na Sagrada Escritura significam, às vezes, uma fortaleza ou também uma cidade defendida por muralhas (cf. Gên 21,17; 24,60 etc.). Em geral, nas literaturas orientais, é sinônimo do supremo poder em alguma cidade ou estado. O "inferno" ou "sheol" era propriamente a morada dos mortos, que se concebia como uma prisão dotada de fortíssimas portas (cf. Is 38,10); depois, passou a significar o local onde se encontram os repróbos juntamente com os demônios, ou, o que dá no mesmo, o reino do diabo. Conseqüentemente, as "portas do inferno" é uma circunlocução poética que, às vezes, significa o reino ou o poder da morte, e outras vezes - como aqui - o poder infernal. O reino de Satanás estará sempre em luta contra o reino de Cristo - a Igreja - porém nunca o vencerá. É prometida à Igreja, assim, a indefectibilidade. E, como se trata de uma sociedade essencialmente doutrinal, sua indefectibilidade carrega consigo a infalibilidade, já que errar quando se pretende ensinar em nome de Deus equivale a ser derrotado pelo espírito da mentira.

16,19: "'Eu te darei as chaves do reino dos céus; tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus.'"

As "chaves do reino": as chaves, entre os antigos, eram símbolo de poder. A quem se entregavam as chaves de uma cidade, se lhe dava o poder de governá-la. Das a São Pedro as chaves do reino dos céus, isto é, da Igreja, é conferir-lhe o supremo poder de governá-la.
"O que ligares": entre os doutores da Lei, "desligar" era o mesmo que livrar alguém de uma obrigação ou de declarar lícita alguma coisa; "atar", portanto, significaria o contrário. Estes termos jurídicos eram aplicados no terreno disciplinar para condenar alguém à expulsão da sinagoga (excomunhão) ou absolvê-lo; e também para decisões de ordem doutrinal, com o sentido de proibir ou permitir. Pedro, como administrador da casa de Deus, exercitará o poder disciplinar de admitir ou excluirr da Igreja e de tomar as decisões oportunas em matéria de doutrina dogmática ou moral, decisões que serão ratificadas por Deus no céu.

Estas promessas são feitas não apenas à pessoa de Pedro, mas também aos seus sucessores, já que a Igreja deverá durar até o fim do mundo [28,20].

Fonte: Veritatis Splendor


Notícia da Semana:

EUA: Cerca de 20 milhões de pessoas por ano contraem enfermidades sexualmente transmissíveis

WASHINGTON DC, 27 Fev. 13 / 07:16 am (ACI/EWTN Noticias).- Novas investigações sobre o comportamento sexual nos Estados Unidos revelaram um significativo aumento no número de pessoas, de maneira especial nos jovens, infectados com enfermidades sexualmente transmissíveis (ESTs). Além disso o os estudos assinalam que uma em cada 10 mulheres utilizou a chamada anticoncepção oral de emergência (AOE), feita através das pílulas do dia seguinte.

No comunicado deste mês publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC por sua sigla em inglês) dos EUA, uma organização governamental norte-americana, indica-se que “há uma média de 19.7 milhões de novas infecções nos Estados Unidos por ano”.

As investigações do CDC também revelam que a metade de todas as enfermidades de transmissão sexual no país (Estados Unidos) ocorrem com jovens, portanto eles “assumem uma carga importante destas infecções”.

O estudo do CDC assinala ainda que o incremento no número de pessoas infectadas anualmente com alguma doença sexualmente transmissível “é praticamente similar entre homens e mulheres jovens”.

Uma segunda investigação indica que uma de cada dez mulheres entre 15 e 44 anos usou o método AOE. Isto quer dizer, que na última década o uso deste tipo de droga aumentou em mais de 250 por cento, e mais de mil por cento desde ano 2005.

A mulheres tomam o AOE logo após o ato sexual. Este fármaco tem um efeito anticoncepcional, que impede a ovulação mas também um efeito abortivo que impede que um embrião humano se implante nas paredes do útero.

Cerca de 60 por cento das mulheres que usaram AOE, manifestaram que o fizeram apenas uma vez, enquanto que 17 por cento reportaram tê-la usado em “três ou mais oportunidades”.

Outra percentagem similar de mulheres disseram que utilizaram AOE porque tiveram relações sexuais “desprotegidas”, ou seja, sem o uso do preservativo.

O uso do AOE se dá mais em mulheres jovens entre os 20 e 24 anos.
A organização governamental promoveu "o uso correto dos preservativos" como um modo de redução da infecção junto com a abstinência e a "redução do número de parceiros sexuais".

Este aumento de pessoas infectadas com ESTs, sugere à população em geral “que muitos americanos estão em risco considerável de infecções, o que sublinha a necessidade da prevenção", assinalaram as investigações.

Fonte: ACI Digital

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