Santo Ofício: A Gnose e seus velhos erros nos dias de hoje

Os seguidores da velha gnose se julgavam os pensadores originais
que não podiam dobrar a fé dos simples fiéis.
Hoje vamos dar início ao estudo de uma dos maiores vilões da fé e da própria humanidade, a Gnose:

Ao contrário dos ebionistas, muito apegados as tradições judaicas, os gnósticos eram em geral pagãos que, aceitando a fé cristã queriam introduzir suas concepções pessoais, suas teorias filosóficas, suas quimeras passadas.

A palavra Gnose, vinda do grego, significa: Conhecimento ou ciência. Os gnósticos se julgavam pensadores originais que não se podiam dobrar a fé dos simples fiéis. Durante os primeiros séculos da Igreja, houve um verdadeiro formigar de heresias de inspiração gnóstica. Seria inútil referir aqui, detalhadamente, todos os sonhos destas seitas distantes. Limitemos-na em dar uma idéia geral. Dois problemas parecem ter chamado a atenção dos gnósticos: os problemas da criação e do bem e do mal. Aliás, são dois problemas intimamente ligados. Pois, se Deus criou o mundo de onde vem o mal? Se não criou o mal, como pode ser considerado criador único das coisas?

Sobre o tema os gnósticos construíram sistemas audaciosos. Segundo eles, além do reino da luz, que é o de Deus, devemos distinguir o reino das trevas que é da Matéria eterna e das trevas. Entre, Deus-abismo, como costumavam falar, e o organizador da matéria, que chamavam de Demiurgo, deve ter havido grande número de graduações, que chamavam de Eons. E a maioria das seitas juntavam o Eon Masculino com o Eon Feminino. O Demiurgo o autor de nosso mundo material, segundo eles, era o último dos Eons, o mais afastado do Deus-Abismo, ou um demônio que arrebatara uma centelha da plenitude divina - o pleroma - a fim de com ela animar a matéria.

Para os gnósticos, tal origem do mundo explica a diversidade dos espíritos do humanos: distinguiam entre os Gnósticos ou Espirituais, eles mesmo os instruídos, em quem a matéria é dominada pelo Espírito de Deus; os cristãos ordinários, em quem a Matéria e o Espírito estão mais ou menos equilibrados; e os pagãos ou Materiais - Hílicos; nos quais a matéria leva, decididamente, a melhor sobre os Espírito.

Aplicando os próprios sistemas da fé cristã, os Gnósticos costumavam fazer de Cristo um Eon enviado por Deus. Este Eon apoderou-se do homem chamado Jesus, no momento em que foi batizado no Jordão. Daí por diante teve por missão de levar os homens a verdadeira Gnose, que é o Evangelho, para libertar os homens da matéria. Foi assim, que graças a Ele, se operou a Redenção. Quando o Evangelho tiver completado sua obra pela terra, todas as parcelas de espírito divino, aprisionadas na matéria, voltarão a plenitude de Deus - Pleroma divino. E o reino das trevas ficará eternamente nas trevas.

Na exposição agora feita, há várias idéias que surgiram nos dias atuais, tanto entre os teósofos, quanto nos espíritas.

A Igreja primitiva precisou da maravilhosa assistência do do Espírito Santo para não submergir, desde o início, nessas especulações aventureiras e pretensiosas. O gnosticismo prestou um serviço providencial a Igreja. Obrigou os fiéis a formar fileiras em torno dos pastores e principalmente em torno do Bispo, representante de Cristo e sucessor dos apóstolos, em cada Igreja em particular.

Principais Chefes gnósticos:;

Costuma-se dizer que o gnosticismo remonta a Simão Mago, de quem fala os Atos dos Apóstolos, aquele indivíduo que propôs a comprar dos Apóstolos o poder de fazer descer o Espírito Santo sobre os fiéis, tal como o vira fazer. Depois dele, fala-se de um certo Cerinto, que foi combatido pelos Apóstolos, especialmente por São João Evangelista.

Mas são figuras um tanto exploradas pelas lendas. Em seguida desenvolveram-se duas correntes gnósticas, uma na Síria, mais positiva e prática, a outra em Alexandria, mais especulativa e aventureira. A primeira Gnose tem poucos nomes conhecidos. A segunda, ao contrário, teve alguns chefes de talento, refutados pelos Padres da Igreja primitiva. Foi o que nos permitiu conhecer os sistemas. Citemos apenas Valentim, Carpócrates e Márcio.

Valentim de origem Egípcia, parece ter pregado sua idéias em Roma, entre os anos 135 e 160. Várias vezes foi expulso e Excomungado pela Igreja. Acabou retirando-se para Chipre, onde fundou seita bastante florescente.

Carpócrates parece ter dado primeiro lugar ao problema moral. Pois entre os gnósticos, alguns viam na matéria a sede do próprio mal e por isso pretendiam proibir o casamento como coisa impura. Chamaram-no de encratitas ou continentes. Carpócrates e seus discípulos, ao contrário, garantindo o que tudo que se realizava na matéria era insignificante sob o ponto de vista da alma. Preludiando o quietismo, do qual Lutero não seria isento e que viremos afirmar com Molinos no século XVII, dava como indiferente todas as desordens da humanidade. Possuía um filho. Epiphanio, que morreu jovem e cheio de vícios. Mandou que o honrasse como um Deus dentro da seita. Carpócrates e Epiphanio, contemporâneos de Valentim, são Também um pouco, os antepassados do comunismo.

Márcio deve ser separado dos outros gnósticos. Originário de Sínope, no Ponto, veio a Roma nos anos 135 e 140 e foi recebido na Igreja. Dez anos mais tarde rompia ruidosamente e fundava uma seita perniciosa que duraria muito tempo. Sua doutrina essencial era a que se chamava de Antítese. Efetivamente, um tanto ao modo do protestantismo de Lutero mais tarde, opunha o Antigo Testamento, obra do Deus justo, ao Novo Testamento, obra do Deus bom. Lutero irá contrapor a Lei e o Evangelho. A Lei condena e o Evangelho Salva.

Fonte: Breve história das Heresias, Monsenhor Cristiani, Prelado da Santa Sé - Tradução de José Aleixo Dellagnelo - Ed. Flamboyant - 1962

Notícia da Semana

A nova gnose, propõe o mesmo estilo de pensamente e coloca o
homem como uma praga ou uma epidemia no mundo
que deve ser controlada pelo aborto, eutanásia e planejamento
familiar.
A morte como solução ecológica
Graças à atuação de órgãos como a Unesco e a ONU, logo o controle populacional será consenso entre milhões de pessoas, que irão trabalhar, de forma “ecologicamente correta”, para sua própria destruição.


Em 1968, Paul R. Ehrlich deixou militantes de esquerda e direita horrorizados com o livro Population Bomb. Os de esquerda o acusavam de nazismo por querer matar metade da população pobre e os de direita por violar os direitos individuais e desvalorizar a vida humana.

Mais tarde, em 1977, Ehrlich publicou junto de outros dois autores, o livro Ecosciencie: population, ressources, environment, que trazia a mesma idéia de controle populacional mas com um maior aporte de dados científicos e apoio de cientistas engajados na causa ecológica.

A partir daí a a defesa do meio ambiente ganhou um impulso a mais e já unia-se com os militantes do controle populacional que aliciavam as Nações Unidas para incluir a meta na sua agenda de ações imediatas.

É bom lembrar que a origem do controle de natalidade é anterior e está ligada à conquista do direito ao aborto por Margareth Sanger (1879-1966) e, portanto, às idéias eugenistas e evolucionistas nas quais os nascimentos de pessoas consideradas mais aptas era preferível optando-se pelo aborto e esterilização em massa em populações pobres e consideradas geneticamente inferiores. Após a Segunda Guerra Mundial, porém, essa retórica eugenista passou a ser mal vista por motivos óbvios.

Mas no barco da ecologia, nas décadas seguintes, o controle populacional pôde finalmente voltar ao debate público, agora com a desculpa do fim dos recursos naturais, outra teoria nunca satisfatoriamente comprovada pela comunidade científica, mas que traz consigo a cativante proposta da salvação da humanidade. O fato real é que em nome dessa pretensa tese da escassez futura, muitas populações estão sendo privadas hoje desses recursos e obrigadas a integrar-se a agendas que demandam consideráveis restrições econômicas. Países da África são ameaçados de terem suas ajudas internacionais cortadas se não aderirem a programas de esterilização e descriminalização do aborto.

O livro Ecoscience: population, ressorces, enviroment, é um verdadeiro clássico do ambientalismo. Nele é sugerido explicitamente que a melhor solução para a escassez de recursos é a diminuição da taxa de crescimento da população. Como primeira e mais relevante medida, os autores sugerem a limitação da taxa de natalidade, o que deve ser implementado por meio de campanhas de planejamento familiar, legalização do aborto e estímulo de uso de contraceptivos, ou seja, uma conscientização para o voluntarismo em prol dessa causa. A segunda alternativa, caso a população não opte voluntariamente pela diminuição da taxa de natalidade, os autores explicam:
“Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade. A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo”1.

Sabe-se, entretanto, que programas de esterilização em massa já foram desmascarados em vários países, todos com a participação de órgãos das Nações Unidas como Unicef, Unesco, etc, cooperados com instituições locais ligadas a governos e organizações não-governamentais. Estes programas ficaram de fora dos noticiários por serem considerados “teorias da conspiração” ou teses paranóicas que careciam de evidências. De fato alguns destes casos não passaram de suspeitas devido à inacessibilidade dos dados e recursos utilizados pelas instituições em jogo. Outros casos foram amplamente divulgados e desmascarados, mas a imprensa internacional isolou-os dentro de limites das imprensas locais, não deixando que fossem conhecidos do restante do mundo.

Graças à participação de intelectuais como Ehrlich dentro das Nações Unidas, principalmente em instituições ligadas à educação e cultura como a Unesco, nossos jovens e crianças estão sendo educados com o pressuposto de que a humanidade é a causadora dos grandes males terrestres. O controle populacional passa a ser, logo logo, o consenso entre a população que irá trabalhar para a sua própria auto-destruição.

(1) Ecoscience: Population, Resources, Environment. Contributors: Paul R. Ehrlich - author, Anne H. Ehrlich - author, John P. Holdren - author. Publisher: W. H. Freeman. Place of Publication: San Francisco. Publication Year: 1977. Page Number: 737



Cristian Derosa é jornalista.

Fonte: Mídia sem Máscaras

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