28 de Abril - São Paulo da Cruz, Confessor

Nasceu em Ovada ,Piedmont, Itália como Paulo Francesco Danei e era o filho mais velho de uma nobre família. Ele levou uma vida de austeridade até 1714 quando se juntou ao exercito Veneziano para lutar contra os Turcos. Retornando a sua vida civil em 1720, ele teve uma visão da Nossa Senhora em um hábito preto com o nome de Jesus e segurando uma cruz branca em seu peito. Na visão Virgem Maria a disse a ele para fundar uma ordem religiosa devotada a pregar a Paixão de Cristo. Daí o nome "Ordem dos Passionatas" (Congregação dos Frades Descalços e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo). Durante 40 dias de reclusão ele escreveu a Constituição e as Regras da Ordem, a qual é ainda seguida. Do bispo de Alexandria ele recebeu para si a e para os membros de sua congregação o hábito dos Frades Descalços e, 1725 a permissão do Papa Benedito XIII para receber noviços. Em 1727 ele foi ordenado com os seus Passionatas pelo próprio Papa. Ele e os companheiros se retiraram para o Monte Argentaro perto de Orbitello e ele passou varias e severas provações desde a crônica ameaça da guerra até a deserção de noviços. Não obstante Paulo trabalhou sem cessar e em 1737 o primeiro monastério dos Passionatas foi inaugurado. Paulo se mudou e inaugurou uma segunda casa em Vetrella em 1744 e foi eleito Superior Geral da Ordem em 1747.

Dois anos mais tarde ele conseguiu abrir o primeiro convento para freiras Passionatas em Corneto.
Ele passou a viver então em Roma até a sua morte em 18 de outubro de 1775, mas sempre supervisionando pessoalmente a expansão de sua Ordem.

Ele foi enterrado na Basílica de São João e Paulo por ordem do Papa Clemente.
Ele foi abençoado com dons sobrenaturais da profecias, de ver a distancia e curar doentes apenas com sua benção e era um dos mais celebrados pregadores de seu tempo.
O povo lutava para toca-lo e tirar um pedaço de sua túnica como lembrança.
Foi canonizado em 1867 pelo Papa Pio IX

São Paulo da Cruz e a Santa Missa.  (Última e Derradeiras Graças)

“Apesar de absorto nos augustos mistérios, cumpria escrupulosamente as cerimônias, nada julgando de somenos nas coisas de Deus. Inflamava-se-lhe paulatinamente o rosto e lágrimas copiosas umedeciam os paramentos sagrados. Com o decorrer dos tempos, diminuíram as lágrimas, particularmente nas aridezes e desolações espirituais. Porém, jamais deixou de chorar depois da Consagração.”
 Este grande Santo, fundador da Congregação da Paixão de Jesus Cristo, comumente conhecidos como os passionistas, nasceu com o nome de Francisco Danei Massari, em Ovada, Itália, aos 3 de Janeiro de 1694.

Apaixonado pela Paixão de Cristo, dedicou-se a uma vida de solidão e pobreza e idealizou a fundação de uma congregação. Foi ordenado sacerdote pelas mãos do Papa Bento XIII em 07/06/1727, na Basílica de São Pedro, onde futuramente foi canonizado, em 1866, pelo Papa Pio IX. As Regras foram aprovadas pelo Papa Bento XIV em 1741.

Gostaria de transcrever algumas passagens de uma biografia sua, em que se fala de seu amor zeloso pela Sagrada Liturgia.

Há quem tente identificar o zelo pelas rubricas com um espírito distante do amor ao próximo ou superficial na vida espiritual. Neste caro Santo encontramos o contrário: uma profunda caridade para com o próximo, aliada a uma vida intensamente mística e um zelo ardente pela Sagrada Liturgia. Seja ele um modelo para todos os sacerdotes de Cristo! Eu diria que esta é a forma mais completa e autêntica da ARS CELEBRANDI! São Paulo da Cruz, rogai por nós!

O SANTO NO ALTAR

O nosso santo é, pois, sacerdote!... Vai tomar nas mãos o sangue do Cordeiro divino e oferecer a Vítima imaculada... Tudo eram transportes de alegria e êxtases de amor... (...) Imaginemos com que fé e amor subiria Paulo ao altar!

Apesar de absorto nos augustos mistérios, cumpria escrupulosamente as cerimônias, nada julgando de somenos nas coisas de Deus. Inflamava-se-lhe paulatinamente o rosto e lágrimas copiosas umedeciam os paramentos sagrados. Com o decorrer dos tempos, diminuíram as lágrimas, particularmente nas aridezes e desolações espirituais. Porém, jamais deixou de chorar depois da Consagração.


Qual a fonte misteriosa e inesgotável dessas lágrimas? Ouçamo-lo em palestra com seus filhos. Acompanhai a Jesus em sua Paixão e Morte, porque a missa é a renovação do Sacrifício da Cruz. Antes de celebrardes revesti-vos dos sofrimentos de Jesus Crucificado e levai ao altar as necessidades de todo o mundo.

Quando celebrava, afigurava-se-lhe estar no Calvário, ao pé da Cruz, em companhia da Mãe das Dores e do Discípulo predileto, a contemplar Jesus em suas penas. Essa a causa de tantas lágrimas, verdadeiro sangue da alma que, mesclado com o Sangue divino do Cordeiro, eram oferecidas ao Eterno Pai para aplacá-Lo e atrair sobre os homens graças e benefícios.

Revestir-se de Jesus Crucificado antes do santo Sacrifício, Paulo o fazia diariamente, pois não subia ao altar sem macerar com disciplina terminada em agudas pontas, enquanto meditava a dolorosa Paixão do Senhor, unindo-se espiritual e corporalmente aos tormentos do seu Deus. Terminada a santa missa, retirava-se a lugar solitário, entregando-se aos mais vivos sentimentos de gratidão e amor.

E prescreveu nas santas Regras este método de preparação e ação de graças à santa missa.

Ao comentar as palavras do Evangelho COENACULUM STRATUM, dizia ser o cenáculo o coração do padre, cuja integridade deve ser defendida a todo custo, mantendo-se sempre acesas as lâmpadas da fé e da caridade. Comparava também o coração sacerdotal ao sepulcro de N. Senhor, sepulcro virgem, onde ninguém fora depositado. E acrescentava: O coração do sacerdote deve ser puro e animado de viva fé, de grande esperança, de ardentíssima caridade e veemente desejo da glória de Deus e da salvação das almas.

Zeloso da rigorosa observância das rubricas, corrigia as menores faltas. Velava outrossim pelo asseio das alfaias sagradas. Tudo o que serve ao santo Sacrifício, dizia, deve ser limpo, sem a menor mancha. Vez por outra mostrou N. Senhor com prodígios quão agradável lhe era a missa celebrada pelo seu fiel servo.

Celebrava certo dia na capela do mosteiro de Santa Luzia, em Corneto. Tinha como ajudante o ilustre personagem Domingos Constantini. Pouco antes da Consagração, envolveu-o tênue nuvem de incenso, embalsamando o santuário de perfume desconhecido, enquanto o santo se elevava a cerca de dois palmos acima do supedâneo. Terminada a Consagração, envolto sempre naquela misteriosa nuvem, alçou-se novamente ao ar, com os braços abertos. Dir-se-ia um Serafim em oração.

O piedoso Constantini de volta à casa, maravilhado, relatou o fato, glorificando a Deus, tão admirável nos seus santos.

Fonte: Pe. Luís Teresa de Jesus Agonizante, Vida de São Paulo da Cruz, Capítulo Fonte:
http://www.cademeusanto.com.br/sao_paulo_da_cruz.htm e

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/O%20Poder%20da%20Santa%20Missa/S%C3%A3o%20Paulo%20da%20Cruz%20e%20a%20Santa%20Missa%20.htm

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