sábado, 17 de dezembro de 2011

Nossa Senhora do Sábado - Devoção a Nossa Senhora do Ó

Seu Culto surgiu devido as antífonas que anunciam o nascimento de Nosso Senhor em honra da maternidade de Nossa Senhora.

Desde o século XVII, há referência ao nome de Nossa Senhora do Ó como sendo a padroeira da capela construída por Manuel Preto.
Monsenhor Paulo Florêncio de Camargo justifica a mudança do nome de Nossa Senhora da Esperança, em virtude das celebrações pré-natalinas que se faziam. Na novena dedicada a Nossa Senhora da Esperança recitava-se as antífonas do Breviário Romano que eram as seguintes:

"Ó Sabedoria, que saiste da boca do Altíssimo Atingindo de uma à outra extremidade,
E dispondo, todas as coisas forte e suavemente,
vinde para nos ensinar o caminho da prudência.

Ó, Adonai, senhor e condutor da casa de Israel
que apareceste a Moisés nas chamas da sarça ardente,
E lhe deste, sobre o Monte Sinai, a Lei Eterna;
vinde para nos resgatar pela potência de vosso braço.

Ó Raiz de Jessé que sois como o estandarte dos povos,
Diante do qual os reis fecharão a boca,
Não tardeis mais um momento.

Ó Chave de Davi, centro da casa de Israel,
Que abris e ninguém pode fechar,
Fechais e ninguém pode abrir,
Vinde e tira da prisão o cativo
Que está sentado nas trevas e nas sombras da morte.

Ó Sol Nascente, esplendor da luz eterna e sol da justiça:

Ó Sol Nascente, esplendor da luz eterna e sol da justiça:
vinde e iluminai aqueles que se sentam nas trevas da morte.

Ó Rei das gentes, e objeto de seus desejos,
Pedra angular, que reunis em vós os dois povos
Vinde e salvai o homem que formaste do limo da terra

Ó Rei das gentes, e objeto de seus desejos,
Pedra angular, que reunis em vós os dois povos
Vinde e salvai o homem que formaste do limo da terra

Ó Emanuel, Rei e Legislador nosso esperado
Das nações e seu Salvador vinde,
Salvai-nos senhor nosso Deus,
Que os céus chovam das alturas
E as nuvens nos tragam o Salvador.

O historiador mineiro Augusto de Lima Júnior encontrou no livro "Flores de Maria", do padre Martinho da Silva, sacerdote português, as seguintes informações sobre este título mariano: "Celebrando-se em Toledo, o Concílio Décimo, em que presidiu Santo Eugênio, arcebispo daquela igreja, se determinou que a festa da anunciação se celebrasse e se transferisse para o dia 18 de dezembro, oito dias antes do Natal; depois sucedendo no Arcebispado Santo Ildefonso, sobrinho de Santo Eugênio, e havendo disputado e convencido os hereges que queriam macular a virgindade puríssima da Mãe de Deus, ordenou que a mesma festa se celebrasse nesse dia com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria, e como nas suas vésperas se começam a dizer as Antífonas maiores que principiam pela exclamação ou suspiro - Oh! por isso se chama a esta solenidade de Nossa Senhora do Ó".
Em Portugal, segundo o citado historiador, fonte de nossas origens religiosas o culto de Nossa Senhora do Ó teve início em Torre Vedras, conforme narra Frei Agostinho de Santa Maria em sua obra "Santuário Mariano": "Os egípcios para mostrarem a eternidade pintavam em seus hieróglifos um O".
O mesmo fizeram antes deles os Caldeus; porque a figura rotunda e circular não tem princípio nem fim e não ter princípio nem fim é ser eterno. Esta é a mais perfeita figura que inventou a natureza e conheceu a Arte, porque o globo da terra é circular por isso se chama orbe... Por ser esta figura tão excelente e misteriosa, instituiu a Igreja que a forma da HÓSTIA consagrada fosse de figura circular.
Começou a celebrar a Igreja de Toledo a Expectação do Parto de Nossa Senhora, desejando imitá-la nos imensos e eternos desejos com que suspirava por ver e regalar já em seus braços ao Divino Verbo, e aproveitando-se das saudosas vozes com que o rogavam por tantos séculos os Santos Patriarcas e Profetas (como vemos naquelas sete misteriosas antífonas que começam pela letra O e de que a Igreja usa nas vésperas dos sete dias antes do nascimento de Cristo), concluía o Ofício Divino com umas vozes sem concerto nem harmonia, dizendo todo o clero e todo o povo a gritos - Ó Ó Ó...
Destes Ó Ó, teve princípio o intitular-se esta festa a festa do Ó, e também o dar-se este título à mesma Senhora em suas imagens, que era o mesmo que intitularem a Senhora em seus desejos, ou celebrar a festa dos desejos da Senhora. E parece que o Espírito Santo inspirou aos Prelados daquela Santa Igreja a celebração desta festa e os grandes e eternos desejos da Senhora, porque já na Escritura vemos estes desejos celebrados. Naquela misteriosa carroça de Ezequiel em que ia ou era levado por Deus, era muito para admirar o artifício de duas rodas, porque dentro de uma roda se revolvia outra roda. E inquirindo que rodas eram estas, uma era a roda do tempo e a outra da eternidade, segundo explicação de Santo Ambrósio.
A roda do tempo é pequena e breve; a roda da eternidade é grandiosa, grandíssima e dilatadíssima, e ainda assim a roda do tempo encerra e revolve dentro em si a roda da eternidade porque qual for a vida temporal de cada um, (diz Ambrósio) tal será a eterna.
De modo que a maravilha destas rodas era que sendo a eternidade tão grande e tão imensa, a roda da eternidade se encerrava dentro da roda do tempo. E qual era a carroça de Deus que sobre estas rodas se movia? Não só era Maria Santíssima, como explicam os Santos Padres, mas era a mesma Virgem sinaladamente, no espaço dos nove meses que teve a Deus em seu ventre, assim como o que vai, ou é levado em alguma carroça, não dá passo nem tem outro movimento senão o da carroça. Assim o filho enquanto está nas entranhas da Mãe, não se move de um lugar senão quando se move a mesma mãe. E deste modo se houve ou andou o Cristo em todos os noves meses que se contaram desde a sua Conceição até o seu nascimento. E como esta carroça de Deus representava a Mãe do mesmo Deus, em todo aquele tempo em que o trouxe dentro em Si; por isso as rodas sobre que se movia eram fabricadas e travadas com tal artificio que dentro da roda do tempo se revolvia a roda da eternidade, para significar que os dias e meses que passavam desde a Conceição até o parto, posto que parecessem breves na duração, erarn no desejo eternos. Esta mesma celebridade continua há muitos anos com grande devoção o povo de Torres Novas, em obséquio da Senhora do Ó ou da expectação do Parto.
A Vila de Torres Novas é povoação mui nobre e mui antiga e pelas suas boas qualidades a estimavam muito entre os mouros. Tomou-lha, El-Rei Dom Afonso Henriques no ano de 1148. El-Rei Dom Diniz a deu à Rainha Santa Isabel, quando em São Bartolomeu de Trancoso se avistou com ela. Depois foi dos Infantes e deles passou ao Infante Dom Jorge e se conservou até aqui na Casa de Aveiro, que são os Duques de Torres Novas. Está situada na Estremadura, distante de Santarém cinco léguas para a parte do Norte, e pouco mais de uma légua distante do rio Tejo. Nesta Vila é tida em grande veneração uma antiga imagem da Rainha dos Anjos com o referido título de Ó. Está colocada na Capela-mor da matriz ou Santa Maria do Castelo, por ficar nela esta paróquia e não pela razão que dá um moderno, que era por se cantarem em sua festa o Evangelho de São Lucas: INTRAVIT JESUS IN QUODDAM CASTELLUM, que é da festa da Assunção, a cujo mistério são dedicadas todas as matrizes, como o são também as Catedrais. Também se chamou Nossa Senhora de Almonda por causa do rio Almonda, que banha aquela Vila, ou por respeito do senhorio (como quer o mesmo moderno) por Mercê de El-Rei Dom Afonso Henriques, da Comenda dos Templários, dada a Dom Ricardo, Mestre da Ordem do Templo, e a Dom Arnao, Cavaleiro da mesma Ordem, ao tempo que Santa Maria de Alcaçova de Santarém se deu à mesma Ordem, sobre que depois houve tantas demandas com o Bispo de Lisboa Dom Aires Vasques. Chamou-se, também, da Alcaçova, por ser achada em uma gruta aonde a esconderam os cristãos na perda da Espanha, que eram umas concavidades que estavam junto aos alicerces que então se abriram por mandado Del-Rei Dom Sancho I, quando se edificou o castelo daquela Vila pelos anos de 1187.

Com esta Santa Imagem se achou também a do Santo Cristo, que hoje se venera ainda na paróquia de Santiago e outra de São Braz, ao qual se lhe edificou Ermida própria no ano de 1212, e no mesmo ano se edificou ou reedificou a igreja em que hoje é a Senhora do Ó venerada". Frei Agostinho assim descreve a imagem da Senhora do Ó, da sua igreja a de Torres Novas em Portugal: "É esta santa imagem de pedra mas de singular perfeição. Tem de comprimento seis palmos. No avultado do ventre sagrado se reconhecem as esperanças do parto. Está com a mão esquerda sobre o peito e a direita tem-na estendida. Está cingida com uma correia preta lavrada na mesma pedra e na forma de que usam os filhos de meu padre Santo Agostinho".
Outras imagens da Senhora do Ó existem em Portugal: em Elvas, em Águas Santas, junto do porto, em Viseu, em Tornar.
No Brasil, a mais antiga sede de trono da Senhora do Ó, está em Pernambuco, em Olinda. Sobre esse vetusto santuário da Senhora, Iê-se no SANTUÁRIO MARIANO: "A Vila do Recife dista do sítio, em que fundou a Vila de Olinda, hoje e sublinhada com o título de cidade uma légua. Esta é a cabeça daquela Capitania, aonde se vai por mar, e também por terra; porque tem uma ponta de areia como ponte, que o mar da costa cinge e que entra pela barra ao Leste e voltando pela outra parte, faz um rio estreito pelo qual navegam com maré, as barcas, que levam as fazendas para embarcar. Chama-se esta povoação Olinda, nome que Ihe impôs um criado do Capitão Duarte Coelho, porque buscando por aqueles matos, sítio aonde se afundasse, e achando que era um monte e alto, disse para os companheiros com exclamação: Ó linda! e desta palavra se impôs e deu nome a povoação o seu nome. Aqui levantou o Capitão-mor Duarte Coelho, uma torre ou castelo para nele viver e a sua família e se defender das guerras dos gentios e franceses que por mar e terra o acometeram muitos anos e foram tão grandes os apertos em que o puseram os gentios que não podiam ser maiores, os quais sendo antes amigos o demônio fez que eles quebrassem a paz em que os nossos não tinharn culpa, mas merecimento de que eles desconfiaram como bárbaros e faltosos de razão, porque nunca os puderam capacitar e assim fizeram ao Capitão uma dura guerra.
Por algumas vezes, lhe puseram os índios cerco a sua fortaleza e o puseram em tão grande aperto de fome e sede, que era o pior inimigo, porque contra este não valham balas e ainda que os de dentro espalhavam muitas nos de fora, de que morriam muitos gentios e franceses que estavam unidos com os índios. Deus que excitou o ânimo de Raab, para que escondesse as espias de seu povo, e fosse o instrumento da vitória que alcançou contra os de Jericó e excitou também no de uma filha de um principal destes gentios que se havia afeiçoado a um Vasco Fernandes de Lucena, para que fosse entre os seus, gabando os brancos a outras e as trouxesse todas carregadas de cabaços de água e mantimentos, com que os nossos passavam com mais alívio e isto faziam muitas vezes e com muito segredo. Este Vasco Fernandes, era tão temido e estimado entre os gentios, que o principal se tinha por honrado de o ter por genro, porque o tinham por feiticeiro. E assim que o cerco era mais apertado e os de dentro estavam receosos de os entrarem, saiu o Vasco fora e lhes começou a pregar na sua língua brasílica que a falava muito bem, que fossem amigos dos portugueses, como eles o eram seus e não dos franceses que os enganavam e traziam ali para que fossem mortos. E logo fez uma risca no chão com o bordão que levava, dizendo-lhes que se avisassem que nenhum passasse daquela risca para a fortaleza, porque todos os que passassem haviam de morrer ao que o gentio deu uma grande risada, fazendo zombaria do dito. Sete ou oito se foram indignados a ele para o matarem, mas em passando a risca caíram mortos todos. 0 que visto pelos mais, levantaram o cerco e se puseram em fuga. 0 autor desta história que o padre frei Vicente do Salvador diz: Eu não crera este sucesso, ainda que o li escrito por pessoa que o afirmava, senão soubera que naquele próprio lugar aonde se fez a risca, defronte da fortaleza, se edificou depois, um suntuoso templo, dedicado ao Salvador que é a matriz das mais igrejas de Olinda, aonde se celebram os Ofícios Divinos com muita solenidade. E assim não se há de atribuir a feitiços senão a Divina Providência, que quis com esse milagre assinalar o sítio e imunidade do seu templo e acudir os pobres cercados.
Com estas e outras vitórias alcançadas, mais por milagres divinos que por forças humanas, cobrou Duarte CoeIho tanto ânimo e valor que se não contentou com ficar na sua povoação pacífico, mas ir-se nas suas embarcações pela costa abaixo até o rio de São Francisco, entrando em todos os portos de sua Capitania, aonde achou franceses que resgatavam o pau brasil e os fez despejar, tomando-lhes algumas lanchas e franceses. Nesta cidade de Olinda há uma igreja dedicada a São João Batista, da qual são administradores os soldados. Nesta igreja é tida em muito grande veneração uma milagrosa imagem da Rainha dos Anjos a quem invocam com o título do Ó ou da Expectação, a qual está continuamente obrando muitos milagres e prodígios. Também é imagem pequena porque não passa de dois palmos e de escultura de madeira e estofada. De sua origem ou de quem a colocou naquela igreja não tivemos mais que o que logo referiremos. Em 28 de julho do ano de 1719, suou esta Santíssima Imagem muito copiosamente, e se viam cair de seus puríssimos olhos, grandes lágrimas, e de seu soberano rosto umas bagas como pérolas, que muitos sacerdotes a limparam com sanguinhos e com algodão. Esta grande maravilha se autenticou pelo Reverendo Cabido de Olinda e se publicou o milagre. Estes sanguinhos e o algodão molhados naquele licor, aplicados a vários enfermos cobraram repentina saúde. E continuamente está esta misericordiosa Senhora, obrando muitos e grandes milagres. Aquelas lágrimas e copiosos suores, se julgou logo serem anúncios de alguma futura desgraça e o tempo o mostrou nos grandes trabalhos que depois vieram àquele Estado de Pernambuco verdadeiramente bem merecidos pelos grandes pecados daqueles moradores. Que sente Maria Santíssima a perdição das almas, que lhe custa derramar dos seus misericordiosos olhos muitas lágrimas, o que os pecadores cegos e obstinados em suas culpas não querem acabar de conhecer senão quando vêm sobre si os castigos do Céu e se puderam escarmentar nos trabalhos passados, em que Deus mandou aos holandeses como ministros de sua Justiça para os castigarem na sua cegueira e obstinação, em que aquele Estado tanto padeceu, mas estes trabalhos já não lembram porque passaram. Sendo Governador daquela Capitania um homem indigno de lhe saber o nome mandou este fazer no seu palácio da cidade de Olinda, uma Comedia e puseram esta antiquíssima imagem em um altar em que se havia de fazer uma aparência de um certo passo. Nesta ocasião em que a Comédia se representou, mandou o Governador, (iníquo mandado) a um soldado seu, chocarreiro, que se mostrasse nu e descomposto feiamente no meio daquele tablado a todo o povo, o que ele fez e que todos censuraram e não tanto quanto merecia tão feia galanteria que brevemente custou cara a quem a fez, e ao Governador, autor deste e de outros grandes males, custara bem cara a galanteria, se não fugira para a Bahia e não tanto ao seu salvo, porque lhe atiraram um tiro que ainda que não morreu dele levou bem que curar. Desta tão feia farsa, julgaram todos, se ofendera tanto a Senhora, que sendo levada para a igreja de São João, antes que passasse um mês, se viram nela aquelas demonstrações de sentimento. Sentindo já a perdição de tantas almas e os trabalhos que estavam para vir aquela Capitania como se têm experimentado, não só com tantas perdas de navios mas nos desterros em que puseram o seu Pastor e Prelado por desejar a saúde espiritual de todos, etc.".
Eis ai numa emocionante narrativa, a presença da primeira imagem da Senhora do Ó em terras do Brasil. Em muitos lugares se implantou a devoção, movida pelas manifestações milagrosas da Imagem de Olinda. Entre elas cita frei Agostinho a da Ilha de Itamaracá, a de Mopubú, a de Goiana, Ipojuca, e por fim a de Nossa Senhora do Ó do Distrito de São Paulo que ele assim descreve:
"Duas léguas distante da cidade de São Paulo há uma aldeia de índios nas ribeiras do rio Tietê. É este rio muito caudaloso e vai desaguar as suas correntes para a parte do Sul no Rio da Prata, abunda de ouro e suas correntes e suas águas são claras e puras, e suas margens em partes adornada de frescos arvoredos. Nos mapas não põem, os cosmógrafos, as suas cabeceiras ou nascimento no Brasil, mas nisto estão errados, porque muitos dos moradores daquelas Vilas, vizinhas de São Paulo que o tem navegado nele lhas assinam. Nesta aldeia se vê o santuário da Senhora do Ó ou da Esperança de seu felicíssimo parto . Esta casa da Senhora fundou o ascendente de uma família daquela cidade de São Paulo a quem chamaram os Bueno, e os seus descendentes são hoje os seus padroeiros e eles são os que fazem a festividade da Senhora o que fazem com muita grandeza, e neste dia é muito grande o concurso de devotos e de romeiros, assim da cidade de São Paulo como dos lugares circunvizinhos".
Foi essa a origem da nossa famosa capela mineira da Senhora do Ó em Sabará, construída junto das ricas faisqueiras da Tapanhuacanga cujos restos ainda hoje se reconhecem nos terrenos adjacentes. Datando a primeira ermida muito provavelmente dos últimos anos do século dezessete, quando por ali se fixaram os Bueno de São Paulo, foi a ermida reconstruída em 1727 ou 29, já quando estávamos recebendo grandes levas de portugueses que deixavam as Índias tocados de Iá pela ocupação holandesa no Oriente.
A Capela de Nossa Senhora do Ó de Sabará é um magnífico exemplar estilo indo-português, que no Brasil tem seu centro no vale do Rio das Velhas. No meio de exuberante talha dourada sobressaem motivos pictóricos do estilo oriental, ali executados provavelmente após a reconstrução da ermida em 1727 ou 1729.
Esta preciosa capela conseguiu escapar à demolição que atingiu velhas igrejas da arquidiocese de Belo Horizonte há muitas décadas e, apesar do desaparecimento de ricas jóias e alfaias que adornavam a Senhora do Ó, está hoje garantida contra os atos de vandalismo pela proteção do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Nossa Senhora do Ó! Rogai por nós que recorremos a vós!

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