segunda-feira, 20 de junho de 2016

Quem mete o pau nos gays?

Felipe Marques Pereira

No dia 12 de abril deste ano, o jornal "diarinho", conhecido pela linguagem popular com que notícia os fatos (na verdade uma maquiagem onde o uso dos palavrões e erros intencionais disfarça os erros de português dos seus colunistas) publicou uma reportagem com o título: "Pastor que mete o pau nos gays participará de congresso".

A postura do pastor Silas Malafaia é bem conhecida, e suas críticas as propostas do grupo LGBT também. Sem significar que eu concorde com a metade do que disse o tal pastor, volto a tocar no assunto da agenda do movimento gay.

A sociedade é como um organismo, por isso falamos de orgãos públicos, e assim como num organismo vivo quando um órgão não funciona direito, o corpo todo fica doente. A família é chamada de célula da sociedade porque a célula é a menor parte de um organismo com capacidade de se reproduzir, daí o absurdo de chamar pelo mesmo nome - casal - a relação entre um homem e uma mulher e a de outros agrupamentos sociais diferentes como a relação homossexual.

Roberto F. Dantas em Direito Constitucional, comentando o artigo 226 da CF, diz que a família é a base da sociedade, com especial proteção do Estado, reconhecendo a união entre homem e mulher e que a lei deve inclusive facilitar sua conversão em casamento. [1]

Chamar coisas diferentes pelo mesmo nome é tipico das sociedades primitivas, como bem observou Jhon Zerzan, nas tribos de caçadores-coletores as crianças chamavam todos os homens de pai e todas as mulheres de mãe. [2]

Se a família é a célula e a base da sociedade a sociedade deve refletir por analogia as relações de poder advindas do ambiente familiar. Como o pai é o primeiro modelo de autoridade, a lei da palmadinha e outras medidadas que resultam, pretendendo ou não, em limitar a ação e a autoridade dos pais sobre os filhos, tipicas de um governo totalitário que não pode admitir nenhuma autoridade concorrente, nem mesmo a do pai.

A tentativa de desmoralizar o Silas brincando com os termos e associando o combate as propostas (com a violência de um "quebra pau") á relação sexual ("que mete o pau") só demonstra que o diarinho não tem nada para acrecentar sobre o assunto e é também uma forma de desrespeito aos gays, podendo o diarinho continuar a focar no que sabe fazer melhor: publicar anúncios de garotas e garotos de programa.

Contato:felipemarquespereira2015@outlook.com

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NOTAS
[1]DANTAS, Roberto F. Direito Constitucional. 2007.



[2]ZERZAN, Jhon, Futuro Primitivo. 2007

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