quinta-feira, 21 de junho de 2012

Santo Ofício: A Heresia Espírita (Parte II)

Allan Kardec - O pai da Heresia Espírita moderna
1. ALLAN KARDEC E SUA CODIFICAÇÃO DO ESPIRITISMO
Hippolyte Uon Denizard Rivail, mais conhecido por seu pseudônimo "AlIan Kardec", nasceu em Lião, França, no dia 3 de outubro de 1804, de família católica. Com a idade de 10 anos é enviado a Yverdun, Suíça, ao Instituto de Educação dirigido por João Henrique Pestalozzi. Lá ficou até 1822. O ambiente religioso daquele Instituto era protestante e liberal, que identificava religião com moralidade. Vai então a Paris. Já em 1824 publica um "Curso prático e teórico de aritmética segundo princípios de Pestalozzi, com modificações". Em 1825 funda e dirige uma escola primária. No ano seguinte estabelece sua Instituição Rivail, segundo o modelo que conhecera em Yverdun. Publicou vários livros pedagógicos e didáticos. De boa formação geral e cultural, era metódico, didá­tico, lógico e claro na exposição. Trabalhou ainda como contabi­lista. Sabia bem o alemão e o inglês, além do francês, o que o levou a ocupar-se também como tradutor. Em 1826 casou-se com a professora Amélie Gabrielle Boudet, nove anos mais velha que ele e de boa situação financeira. Não tiveram filhos. A partir de 1855 dedicou-se inteiramente ao espiritismo. Morreu no dia 31 de março de 1869, em Paris, com a idade de 65 anos incompletos.

2. Ainda jovem, em 1823, Rivail começou a interessar-se pelo "magnetismo animal", um movimento então em voga, chamado também "mesmerismo", porque criado pelo médico austríaco Francisco Antônio Mesmer (1733-1815), instalado em Paris desde 1778. Quando, em 1853, as "mesas girantes e dançantes", vindas dos Estados Unidos, invadiram a Europa, os mesmeristas ou magnetistas de Paris tomaram a si o estudo deste curioso fenômeno, tratando de explicá-lo com suas teorias "magnéticas" e "sonambúlicas". Em fins de 1854, o magnetista Fortier comunicou a Rivail o fenômeno das mesas dançantes que "falavam", isto é, respondiam mediante pan­cadas às perguntas feitas. Este fato mudaria completamente sua vida. Num manuscrito sobre "A minha primeira iniciação no espi­ritismo", publicado nas Obras póstumas, Rivail descreve os passos iniciais que o conduziram à codificação do espiritismo. Depois de presenciar pela primeira vez a dança da mesa na casa da Sra. Plai­nemaison, em maio de 1855, Rivail teve uma intuição fundamental (cito a 20ti edição da FEB):
- "Eu entrevia naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daquele fenômeno, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo" (p. 267).
Naqueles dias, o Sr. Baudin, magnetista, organizara sessões se­manais em sua casa, com as duas filhas "sonâmbulas" (mais tarde cunhou-se a palavra "médium") e Rivail começou a participar nes­tas sessões. Sua intuição se fez mais clara:
- "Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenômenos, a chave do pro­blema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da humanidade, a solução que eu procurara em toda a minha vida. Era, em suma, toda uma revolução nas idéias e nas crenças; fa­zia-se mister, portanto, andar com a maior circunspeção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir" (p. 268).

3. A esta altura Rivail já aceitara a teoria da presença e atuação de "espíritos" ou falecidos nos movimentos das mesas, ces­tas e outros objetos usados pelos "sonâmbulos" dos "magnetizado­res". A idéia lhe fora sugerida diretamente por Carlotti, seu amigo há 25 anos. Não foi ele, por conseguinte, o descobridor. Eram idéias já amplamente ventiladas por aqueles anos nos Estados Uni­dos, sobretudo depois das famosas irmãs Fox, em 1848. Mas jáem 1847 aparecia nos Estados Unidos um livro mediúnico: The principles of nature, her divine revelations and a voice to mankind, através da mediunidade de Andrew Jackson Davis. Na própria França, também em 1847, Louis Alphonse Cahagnet, do grupo dos "magnetizadores" de Paris, publicava seu primeiro tomo de Arca­nes de Ia vie future dévoilés, com a descrição de experiências rea­lizadas com médiuns ("sonâmbulos" se dizia então). Em 1856, ainda antes da primeira obra de Allan Kardec, Cahagnet publicava as Révelations d'outre tombe, ditadas, segundo supunha, pelos fale­cidos Galileu, Hipócrates, Franklin e outros. Foi por causa do grupo de Cahagnet que, em 1856, quando ainda não se conhecia a palavra "espiritismo", a Santa Sé lembrava em documento espe­cial a proibição divina de "evocar as almas dos mortos e pretender receber suas respostas". O católico Rivail recebia uma clara e explícita exortação da Santa Sé.
O grupo de Carlotti, com Vitorien Sardou, Saint-René Taillan­dier, Pierre-Paul Didier e Tiedeman-Marthese, já havia constituído um verdadeiro centro "espírita", que trabalhava na casa de Roustan, com a "sonâmbula" (médium) Srta. Japhet e já tinha reunido cerca de 50 cadernos de comunicações diversas. Em 1856 Rivail passou a freqüentar também este centro. Levava para cada sessão uma série de questões preparadas e metodicamente dispostas, para as quais pedia e supunha receber respostas dos "espíritos".
No dia 25 de março de 1856, na casa de Baudin, sendo mé­dium uma das filhas, Rivail aceita a revelação de ter como guia um espírito chamado "A Verdade". Depois ficará sabendo que se tra­taria do próprio Espírito Santo, o Espírito da Verdade, que Jesus Cristo prometera enviar, como lemos no Evangelho segundo João:
"Tenho ainda muito a vos dizer, mas não podeis agora compreen­der. Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à ver­dade plena" (Jo 16,12-13). Mais tarde Rivail escreve esta nota acerca da importante revelação:
"A proteção desse espírito, cuja superioridade eu então estava longe de imaginar, jamais, de fato, me faltou. A sua solicitude, e a dos bons espíritos que agiam sob suas ordens, se manifestou em todas as circunstâncias da minha vida, quer a me remover difi­culdades materiais, quer a me facilitar a execução dos meus tra­balhos, quer, enfim, a me preservar dos efeitos da malignidade dos meus antagonistas, que foram sempre reduzidos à impotência. Se as tribulações inerentes à missão que me cumpria desempenhar não me puderam ser evitadas, foram sempre suavizadas e largamente compensadas por muitas satisfações morais gratíssimas" (p. 276).
No dia 12 de junho de 1856, o Espírito da Verdade lhe teria comunicado sua missão de reformador:
- "Previno-te de que é rude a tua missão, porquanto se trata de abalar e transformar o mundo inteiro" (p. 282).

4. Rivail começa a trabalhar intensamente sobre o material acumulado pelo grupo de Carlotti, e as respostas que ele mesmo recebera no centro de Roustan. Em seu depoimento pessoal publi­cado nas Obras p6stumas, informa acerca dos trabalhos preparató­rios de sua primeira grande obra espírita: "Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes remodeladas no silêncio da meditação, foi que elaborei a pri­meira edição de O livro dos espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857" (pp. 270-271).
Este dia 18 de abril de 1857 é considerado pelos espíritas como dia da fundação do espiritismo.
É a obra fundamental da codificação da doutrina espiritista, com o seguinte subtítulo: "Princípios da doutrina espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade, segundo os ensinos dados por espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns, recebidos e coordenados por Allan Kardec".

5. Allan Kardec é o pseudônimo usado por Rivail.
A partir daquele dia 18 de abril de 1857 desaparece o Sr. Hippolyte Uon Denizard Rivail, para dar lugar a Allan Kardec. Este teria sido seu nome ao tempo dos druidas, em encarnação anterior. Numa carta a Tiedeman, de 27-10-1857, Rivail explica assim seu pseudônimo: "Duas palavras ainda a propósito do pseu­dônimo. Direi primeiramente que neste assunto lancei mão de um artifício, uma vez que dentre 100 escritores há sempre 3/4 que não são conhecidos por seus nomes verdadeiros, com a só diferença de que a maior parte toma apelidos de pura fantasia, enquanto que o pseudônimo Allan Kardec guarda uma certa significação, po­dendo eu reivindicá-lo como próprio em nome da doutrina. Digo mais: ele engloba todo um ensinamento cujo conhecimento por parte do público reservo-me o direito de protelar... Existe, aliás, um motivo que a tudo orienta: não tomei esta atitude sem consultar os espíritos, uma vez que nada faça sem lhes ouvir a opinião. E isto o fiz por diversas vezes e através de diferentes médiuns, e não somente eles autorizaram esta medida, como também a apro­varam".
Notemos uma vez mais a data da publicação da obra fundante do espiritismo: 18-4-1857. Recordemos também que Rivail come­çou a ocupar-se com as novas revelações em maio de 1855. Por­tanto o tempo de coleção, estudo, coordenação e "remodelação no silêncio da meditação" de todo o material acumulado não durou nem dois anos. É certo que aquela primeira edição de 1857 foi depois "inteiramente refundida e consideravelmente aumentada" para a segunda edição, publicada em março de 1860, que é até hoje o texto definitivo da codificação espírita.

6. É preciso assinalar também que Rivail não era nenhum especialista em matéria de religião e muito menos em teologia. Em­bora fosse católico (foi batizado numa igreja católica no dia 15-6­1805), recebeu uma formação religiosa do tipo protestante-liberal no Instituto do calvinista Pestalozzi, inteiramente avesso aos prin­cípios (dogmas) da fé cristã, contentando-se "com uma religião na­tural, com um deísmo filosófico à Rousseau, com um cristianismo racionalista", no dizer de seu biógrafo Gabriel Compayré, citado por Zeus Wantuil em Allan Kardec (vol. I, p. 70). Nas críticas constantes que Rivail depois fará, já agora como "Allan Kardec", à doutrina da Igreja, é fácil perceber que ele desconhecia a reflexão teológica sistemática séria sobre a fé cristã. Ele aceitará sem maiores escrúpulos mensagens "do além", como esta recebida no dia 30-9­1863 e reproduzida em suas Obras póstumas:
- "É chegada a hora em que a Igreja tem de prestar contas do depósito que lhe foi confiado, da maneira por que pratica os ensinos de Cristo, do uso que fez da sua autoridade, enfim, do estado de incredulidade a que levou os espíritos. A hora é vinda em que ela tem que dar a César o que é de César e de assumir a responsabilidade de todos os seus atos. Deus a julgou e a reconhe­ceu inapta, daqui por diante, para a missão de progresso que incum­be a toda autoridade espiritual. Somente por meio de uma trans­formação absoluta lhe seria possível viver; mas, resignar-se-á ela a essa transformação? Não, pois que já não seria a Igreja; para assimilar as verdades e as descobertas da ciência, teria de renunciar aos dogmas que lhe servem de fundamentos; para volver à prática rigorosa dos preceitos do Evangelho, teria de renunciar ao poder, à dominação, de trocar o fausto e a púrpura pela simplicidade e a humildade apostólicas. Ela se acha nesta alternativa: ou se suicida, transformando-se, ou sucumbe nas garras do progresso, se perma­necer estacionária" (p. 310).

7. O espiritismo, tal como foi codificado por Allan Kardec, surgiu claramente como movimento oposto à Igreja. No dia 15 de abril de 1860 um "espírito" comunica a Allan Kardec:
- "O espiritismo é chamado a desempenhar imenso papel na terra. Ele reformará a legislação ainda tão freqüentemente con­trária às leis divinas; retificará os erros da história; restaurará a religião de Cristo que se tomou, nas mãos dos padres, objeto de comércio e de tráfico vil; instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai diretamente a Deus, sem se deter nas franjas de uma sotaina, ou nos degraus de um altar..." (p. 299).
E no dia 9 de agosto de 1863 recebe Kardec este aviso "do além":
- "Aproxima-se a hora em que te será necessário apresentar o espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora em que, à face do céu e da terra, terás de proclamar que o espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única instituição ver­dadeiramente divina e humana" (p. 308).

8. O espiritismo se apresenta como "terceira revelação". A primeira, dizem os espíritas, veio por Moisés; a segunda por Jesus Cristo; e a terceira através dos "espíritos", principalmente do "Espí­rito da Verdade", o "Consolador" prometido por Jesus (cf. Jo 16,12-13 ), que teria sido o espírito guia de Allan Kardec, segundo a mensagem que ele teria recebido a 25-3-1856, ou, como lhe foi revelado no dia 14-9-1863: "Nossa ação, principalmente a do Es­pírito da Verdade, é constante ao teu derredor e tal que não a podes negar" (p. 309).
De fato, Allan Kardec, em A gênese, cap. I, sobre o caráter da revelação espírita, sustenta ser o espiritismo "a terceira das gran­des revelações" (n. 20). Segundo ele, a primeira, de Moisés, reve­lou aos homens a existência de um Deus único e os dez manda­mentos (n. 21); a segunda, de Cristo, mostrou que Deus não é o Deus terrível, ciumento e vingativo de Moisés; e revelou a imorta­lidade da alma e a vida futura (n. 22-25). Continua então Allan Kardec, no n. 26:
- "Entretanto, o Cristo acrescenta: 'Muitas das coisas que vos digo agora ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis; por isso é que vos falo por pará­bolas; mais tarde, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o Espírito de Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas' (S. João, caps. XIV, XVI; S. Mat., capo XVII)".
Observe-se que esta citação é inexata e, como tal, não se en­contra em parte nenhuma dos Evangelhos. Nem consta que Jesus teria dito que o Espírito da Verdade "restabelecerá todas as coisas". Esta afirmação foi feita por Jesus com relação a Elias (cf. Mt 17,11). Da arbitrária citação feita, conclui Allan Kardec:
- "Se o Cristo não disse tudo quanto poderia dizer, é que julgou conveniente deixar certas verdades na sombra, até que os homens chegassem ao estado de compreendê-las. Como ele próprio o confessou, seu ensino era incompleto, pois anunciava a vinda da­quele que o completaria; previra, pois, que suas palavras não se­riam bem interpretadas, e que os homens se desviariam do seu ensino; em suma, que desfariam o que ele fez, uma vez que todas as coisas hão de ser restabelecidas: ora, só se restabelece aquilo que foi desfeito".
Mais adiante, no n. 42, Allan Kardec garante aos seus leitores:
- "O espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito da Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador".
O espiritismo seria, por conseguinte, o Consolador.
A verdade, porém, é que a promessa de Jesus acerca do Espí­rito da Verdade não foi tão vaga para um futuro tão incerto e distante. Jesus se dirigia diretamente aos Apóstolos que estavam então com ele na última ceia: "Rogarei ao Pai e ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre, o Espí­rito da Verdade... O Paráclito, o Espírito, que o Pai enviará em meu nome, é que vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse" (10 14,16-17.26). E pouco antes de sua ascensão man­dou aos Apóstolos: "Eis que eu vos enviarei o que meu Pai prometeu ­do Alto" (Lc 24,49). E lhes disse ainda: "O Espírito Santo des­cerá sobre vós e dele recebereis força" (At 1,8). Alguns dias depois, na festa de Pentecostes, quando estavam reunidos na sala de Jerusalém, "de repente veio do céu um ruído semelhante ao soprar de impetuoso vendaval, e encheu toda a casa onde se acha­vam. E apareceram umas como línguas de fogo, que se distribuí­ram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo" (At 2,1-4).
       Era a vinda do Espírito da Verdade.
    9. O espiritismo tem a pretensão de ser religião. Já vimos a comunicação ("do além") do dia 9-8-1863, proclamando que "o espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única instituição divina e humana". Vimos também a comunicação, sem­pre "do além", de 15-4-1860, segundo a qual o espiritismo "insti­tuirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai diretamente a Deus, sem se deter nas franjas de uma sotaina, ou nos degraus de um altar".
No dia 1º de novembro de 1863, Allan Kardec fez na Socie­dade Parisiense de Estudos Espíritas um discurso sobre o tema: "É teu. Por isso permanecei nesta cidade. até serdes revestidos da força o Espiritismo uma Religião?" (reproduzido em Reformador, março de 1976, pp. 78-82). Apresentou então um resumo da Doutrina Espírita, terminando com estas palavras:
- "Eis o Credo, a religião do espiritismo, religião que pode conciliar-se com todos os cultos, isto é, com todas as maneiras de adorar a Deus. Esse é o laço que deve unir todos os espíritas numa santa comunhão de pensamentos, enquanto se espera que ele ligue todos os homens sob a bandeira da fraternidade universal".
Aqui no Brasil, a Federação Espírita, por seu Conselho Nacio­nal, em sua reunião de 5-7-1952, declarou oficialmente e por una­nimidade que "o espiritismo é religião". Em outra oportunidade a mesma Federação fez esta declaração:
- "Os espíritas do Brasil, reunidos no II Congresso Espírita Internacional Panamericano, com expressões de maior respeito à liberdade de pensamento e de consciência, afirmam que, no Brasil, a Doutrina Espírita, sem prejuízo de seus aspectos científicos e filo­sóficos, é fundamentada no Evangelho de Cristo, certo de ser o Consolador Prometido de que nos falam aqueles mesmos Evange­lhos. Por isso é que nós outros, que vivemos no Brasil ligados à doutrina espírita, consideramo-la a religião".
No prefácio ao livro Religião, de Carlos Imbassahy (de 1944; cito a edição de 1982, da FEB), escrevia o Sr. Guillon Ribeiro, então presidente da Federação Espírita Brasileira:
- "Surgindo, como dissemos, em cumprimento de uma das promessas do Cristo, que personifica a única Igreja verdadeiramente universal, o espiritismo é, sem dúvida, a revivescência do vero cris­tianismo, agora desempecido de todos os véus da letra, de todas as obscuridades do mistério, do manto maravilhoso do milagre, as três principais geratrizes dos dogmas. Nenhuma outra doutrina, con­seqüentemente, lhe pode disputar a qualidade de religião. Tão pre­dominante é nele essa qualidade, que não há tê-lo por 'uma' reli­gião, mas como 'a' religião, no mais lato sentido do vocábulo".
O atual presidente da Federação, o Sr. Francisco Thiesen, in­siste, na obra Allan Kardec, vol. III, 1982, p. 53:
- "Os que se atêm ao fato de que o espiritismo é a religião - não apenas mais uma religião - sabem, como sabia o insigne Allan Kardec, que é de todo intolerável, além de contraproducente, pretender competir com qualquer das religiões - manifestações frag­mentárias da revelação -, pois o espiritismo em verdade as abrange".
Assim leio no órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, Reformador, junho de 1979, p. 19: "Não há fugir: se o espiritismo, na conceituação de seu Codificador, realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador, vindo até a completar o ensino do Cristo, e se o grande intérprete do sentir das entidades espiri­tuais nos assevera que o espiritismo evangélico é o Consolador, ilógico seria, portanto, que não aceitássemos o espiritismo como religião" .


 Fonte: Espiritismo, orientação para os católicos - Frei Boaventura Kloppenburg - 2002

Notícia da semana:

Saiu no Mídia sem Máscaras:

Escrito por Julio Severo | 12 Junho 2012
Artigos - Governo do PT 
       
Os organizadores da parada estão criticando políticos e comerciantes por não terem dado dinheiro suficiente para a realização do evento. Só faltaram dizer que não dar dinheiro para sua farra é “homofobia”.

De acordo com o Datafolha, a parada gay de São Paulo, ocorrida neste domingo, teve 270 mil pessoas. A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, inconformada com esse resultado, disse que esse número é “impossível”.

Contudo, o jornal Folha de S. Paulo, dono do Datafolha, nunca antes foi acusado de mentiroso por gayzistas e esquerdistas.

Meu blog e outros meios de comunicação sérios já vinham apontando, desde 2007, que atribuir milhões de participantes à parada gay de São Paulo era um inchamento impraticável.
Esse inchamento está finalmente sendo reconhecido por antigos aliados esquerdistas do supremacismo gay.
A mídia brasileira atribuiu o baixo número de participantes da parada gay deste ano à diminuição de financiamento. Sem dinheiro de patrocinadores e do governo, a farra murcha.

“Está muito mais pobre, com menos gente, menos carros, menos divulgação”, disse o travesti Desire Viana, de 33 anos, que todo ano ajuda a parada.

Houve 100 atendimentos médicos, a maioria por embriaguez.
No ano passado, essa farra, de acordo com a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, atraiu mais de 4 milhões de pessoas — número contestado pela Folha de S. Paulo. Com esse número inchado, amplamente promovido, os organizadores se sentiram com poder de desafiar a tudo e a todos. E desafiar foi o que fizeram. O título da parada foi “Amai-vos Uns Aos Outros” — uma paródia das palavras de Jesus, aplicadas ao sexo homossexual.

A paródia foi muito mais longe ao exibir cartazes de santos católicos em posições eróticas, afrontando abertamente o princípio constitucional que proíbe o ultraje aos símbolos religiosos. Mesmo com o flagrante ultraje, as autoridades pretensamente preocupadas com os chamados direitos humanos não adotaram nenhum medida de punição aos violadores do princípio constitucional.

Quem se levantou para defender os católicos contra o ultraje foi Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

A fala de Malafaia foi interpretada como um ataque à parada gay, quando na verdade sua mensagem forte apenas denunciou o descarado ataque da parada gay à religião católica. Ele foi acusado de “homofobia” por ter feito o que a própria esquerdista CNBB não fez: defender os católicos de uma afronta homossexualista.
Em 2006, também se sentindo ofendida, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo recorreu ao Ministério Público Federal contra meu blog, porque meus textos sobre homossexualismo deixam claro que a prática homossexual — seja por base bíblica ou médica — não é normal. O principal motivo de acusação foi este artigo “Marcha para Jesus ou Parada Gay: Quem é realmente vítima de preconceito?”.
O catolicismo é a religião da maioria do Brasil. Ao afrontar a fé católica em sua parada de 2011, os organizadores gays deram um tiro no pé.

Estão agora coçando a cabeça e os bolsos tentando entender por que o financiamento e os carnavalescos estão abandonando a farra tão festejada pela mídia e governo.

Eles estão deprimidos que seus habituais números inchados estão sendo questionados, contestados e recusados. Esse estado de depressão poderá levá-los a desejos de suicídio, talvez comovendo o governo a tal ponto que declare que não aceitar inchamentos homossexualistas é “homofobia”.

Os organizadores da parada estão criticando políticos e comerciantes por não terem dado dinheiro suficiente para a realização do evento. Só faltaram dizer que não dar dinheiro para sua farra é “homofobia”.
O tema da farra este ano foi “Homofobia tem Cura: Educação e Criminalização”. Criminalizando, vai ser fácil debochar de santos católicos e outros cristãos e ainda por cima acusar as vítimas de “homofobia”.
Mas os comerciantes e políticos, muitos dos quais têm ligações católicas, acharam que os organizadores da parada foram longe demais no ultraje a culto do ano passado.

Ultraje a culto tem cura: educação e criminalização.

Cadeia nos organizadores gays que cometeram os ultrajes e obscenidades contra os católicos!


www.juliosevero.com


Confira também o comentário em vídeo de Nivaldo Cordeiro.

A duas notícias mais importantes de hoje (11) são o refluxo de público da parada gay, que ocorreu ontem, e a entrevista de Marcio Thomas Bastos, ex-ministro da Justiça, no site do Uol. O refluxo da parada gay eu já esperava e se nota pela ausência dos principais postulantes ao cargo de prefeito de São Paulo neste ano. Deixou de ser celeiro de votos para ser fonte de perda de apoio popular. Márcio Thomas Bastos se fez portador de queixa do partido governante contra a imprensa livre. Bom sinal. O partido governante não tem como calar a imprensa livre. O PT fica assim mais longe de suas pretensões totalitárias.

Nenhum comentário: