quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Catecismo Romano: "Donde há de vir julgar os vivos e os mortos" (Parte I)

Jesus honra e engrandece sua Igreja com três importantes cargos e ministérios: de Redentor, de protetor, e de Juiz.

Pelos artigos anteriores, sabemos que ele remiu o gênero humano pela sua Paixão e Morte, e que pela Ascensão perpétuo advogado e defensor de nossa causa. No presente artigo, resta explicar sua função de Juiuz. O artigo quer dizer que Cristo Nosso Senhor, naquele dia supremo, há de julgar todo gênero humano.

Atesta as Sagradas Escrituras que são duas as vindas do filho de Deus. A primeira foi quando assumiu a carne, para nos salvar, e se fez homem no seio da Virgem; a segunda será, quando vier para julgar os homens, na consumação dos séculos.

Nas Escrituras, esta segunda vinda se chama "O dia do Senhor"(1Ped 3, 10/ Apoc 3, 26), no qual diz o Apóstolo: "O dia do Senhor há de vir como um ladrão de noite"(Mt 24,36).

Em prova do Juízo final, basta citar esta passagem do Apóstolo: "Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo"(2Cor 5, 10).

Se desde o início do mundo, todos anunciavam pelo dia em que o Senhor se revestiu de nossa carne, porquanto neste mistério punham a esperança de seu resgate, também agora devemos - depois da Morte e Ascensão do filho de Deus - suspirar ardentemente pelo segundo Dia do Senhor, "aguardando a ditosa esperança e o aparecimento da glória do grande Deus"(Tit 2, 13).

Na explicação desta matéria, devemos nos ater às duas ocasiões, em que todos nós deveremos comparecer na presença do Senhor, para dar contas de todos os seus pensamentos, ações e palavras, e aceitar finalmente a sentença imediata do Juiz (Hebr. 9, 27).

A primeira ocasião é o momento, em que cada um de nós deixa este mundo; é levado incontinenti ao tribunal do grande Deus, onde se examina com a máxima justeza, tudo o que jamais fez, disse, e pensou em sua vida. É o que chamamos de juízo particular.

A segunda ocasião, porém, há de ser quando todos os homens comparecerem juntos, no mesmo dia e lugar, perante o tribunal do Juiz, para que, na presença de todos os homens de todos os séculos, cada um venha a saber a sentença, que a seu respeito foi lavrada.

Para os ímpios e malvados esta declaração de sentença consistirá a não menor parte de suas penas e castigos; aos passos que os virtuosos e justos nela terão boa parte de sua alegria e galardão. Naquele instante, será pois revelado o que foi cada indivíduo, durante sua vida mortal. Este é o que chamamos de Juízo Universal.

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

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