sábado, 19 de novembro de 2011

Nossa Senhora do Sábado - Nossa Senhora dos Navegantes

Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina. É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.

Nas cidades de Balneário Arroio do Silva, Laguna, Balneário Barra do Sul, Ouro, Mondaí, Bombinhas e Navegantes, a devoção à Senhora dos Navegantes é tão expressiva que, por decreto, foram instituídos feriados nestes municípios catarinenses.

Destacando-se a cidade de Navegantes que, primitivamente, pertencia à Itajaí, então habitada por índios carijós. A demarcação de uma sesmaria na praia de Itajaí deu-se por ordem do Conde Resende, Vice-Rei. Foi em 1795 que José Ferreira de Mendonça efetuou a demarcação da Real Fazenda. A comunidade de Navegantes, canonicamente, pertencia à Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí. Em 23 de janeiro de 1896 a "Camara Episcopal de Corytiba" concedia "licença para que no lado esquerdo do Rio grande de Itajahy se possa erigir uma capela sob a invocação de Nª Sª dos Navegantes, de S. Sebastião e de S. Amaro". O Padre Antônio Eising, então Vigário da Paróquia de Itajaí foi quem fez a solicitação. Recebendo a promulgação oficial, iniciou a construção da Capela, que ficou pronta em 1907 sendo sua inauguração comemorada com três dias de festas: 7, 8 e 9 de setembro daquele ano. Navegantes só foi elevado à categoria de município em 30 de maio de 1962 e, consequentemente a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes foi elevada a Paróquia. Por ocasião dos festejos comemorativos aos 25 anos da Paróquia criada, a 19 de julho de 1987, o então Bispo Auxiliar (hoje Arcebispo Metropolitano) da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, fez a dedicação do Altar e da igreja Matriz. Em 1996, por Decreto da Cúria Metropolitana, a igreja Matriz foi elevada a Santuário Arquidiocesano, sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.

REFLEXÕES

A festa presente, qual ramalhete de flores, apresenta-nos virtudes de quantidade, cada qual mais bela e encantadora. É lamentável a ocorrência simultânea, especialmente no Brasil, de festividade pagã comemorada também no Ano Novo, mediante oferendas, tributos e homenagens à "Iemanjá", cognominada por umbandistas e macumbeiros como "rainha do mar", esteja tão arraigada no País como variação da devoção afro-brasileira. Prática terrível e blasfematória é a comparação dessa figura à Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe dos homens. Especialmente quando a devoção foge às raias da cultura do povo humilde e ignorante, sendo incorporada ao discurso das classes intelectuais mais elevadas, por motivos meramente políticos e pessoais. Aí sim, a feição torna-se muito mais perigosa, pois que propalada por pessoas, em tese, com discernimento religioso mais acentuado. É o que podemos chamar de exploração intelectual do povo para promoção pessoal. Tanto a estes, quanto aqueles, o Senhor Adverte nas Escrituras:

"O servo que, havendo conhecido a vontade do amo, não se preparou, nem agiu conforme essa vontade, receberá grande número de açoites. Mas, aquele que a desconhece e tiver feito algo que mereça castigo, levará poucos açoites. Porque, a quem muito se tiver dado, muito lhe será exigido; quanto mais se confia a alguém, mais dele se exigirá. (Lc 12, 47-48)

Ainda neste propósito, lembremos que as Escrituras revelam o sério papel de Maria, tanto no primeiro livro (Gênesis), quanto no último (Apocalipse):
Nossa Senhora dos Navegantes é Padroeira do Rio
Grande do Sul
1. No Gênesis:

"Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Ela (própria) te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gen. 3,15 - diálogo de Deus com a Serpente, a quem Maria foi incumbida de esmagar a cabeça)

2. No Apocalipse:

E o dragão, depois que se viu precitado na terra, começou a perseguir a Mulher que havia dado à luz o filho varão; E foram dadas, à mulher, duas asas de uma grande águia, para voar para o deserto, ao lugar do seu retiro, onde é sustentada por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, longe da presença da serpente. Esta lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que fosse arrebatada pela correnteza. Porém, a terra ajudou a mulher, abrindo a sua boca e engoliu o rio que o dragão tinha vomitado da sua goela. O dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra aos outros seus filhos, que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. E ele (o Demônio) deixou-se estar sobre a areia do mar. (Apoc 12, 13 - 18)

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Para nós cristãos, não seria tempo de refletir no papel importantíssimo desempenhado por Maria, no plano da Salvação? Seríamos capazes de nos entregar a divertimentos profanos à beira da praia, nesta época do ano? Não é verdade que urge aqui um grande ponto de reflexão para nós? Confundir "Iemanjá" com Nossa Senhora é sedução, é confusão semeada pelo Maligno! Tudo na mais astuta sutileza, simplicidade; o convite para "brincar na praia", seja por superstição, devoção ou somente por farra, como também deixar de ensinar a verdade aos nossos irmãos, por simples questão de respeito humano, pode acarretar em conseqüência irremediável: A perdição eterna!

Quem é católico praticante ou procura encontrar a verdade, ouve os ensinamentos da Igreja e não se deixa seduzir por cultos ou crendices que podem comprometer a salvação da alma. Renovemos hoje o nosso amor e devoção a Maria Santíssima. Reparemos, porém, uma coisa: A devoção à Santíssima Virgem requer antes de tudo a imitação das virtudes da Mãe de Deus. Pouco adianta dizer-se devoto de Maria Santíssima quando no coração reina o espírito mundano, a vaidade, o orgulho, a impureza. O verdadeiro devoto de Maria Santíssima ama o que Ela ama: Deus e a virtude; e odeia o que Ela odeia: O pecado e tudo o que a ele conduz.

“Ó Maria concebida, sem pecado. Rogai por nós, que recorremos a vós.”

Fonte: http://www.paginaoriente.com/titulos/nsnaveg0202.htm

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